Em um breve deslocamento do Méier para Tijuca - 30 minutos de ônibus - hoje, 27 de abril, vi cinco pessoas revirando o lixo nas calçadas.
Cena lamentável. Ao retornar ao Méier, vi nove pessoas deitadas no chão, em uma importante praça do bairro, enfileiradas, tão próximas aos sacos de lixo que ficava difícil distinguir o que era lixo e o que era gente...
Sei que já é algo rotineiro nas grandes cidades ("grandes cidades, grandes problemas"). A pergunta que persiste é: como olhar para essas pessoas? Esses cidadãos, eses brasileiros, esses seres humanos? Com medo, com nojo, com repulsa? Com indiferença?
Podemos mudar o mundo. Talvez não possamos mudar diretamente a realidade socioeconômica desses excluídos, desses invisíveis sociais, mas podemos fazer nossa parte. Tratando bem as pessoas. Com dignidade, com respeito. Não somos obrigados a amar todas as pessoas; devemos, ao menos, respeitá-las. Sem respeito, como conviver em sociedade?
Tratar com respeito as pessoas é fundamentel. Se puder ajudar, ajude; se não, não atrapalhe. Sorria mais, critique menos. Não julgue; compreenda. Fale coisas agradáveis, elogie sinceramente. Aumente a auto-estima daqueles que estão a sua volta, tenha pensamentos positivos - tudo volta pra você mesmo. Lei do retorno.
"Mude a sua realidade, e a realidade a sua volta mudará também". Podemos mudar o mundo.
Nossa sociedade é dividida em grupos e subgrupos, em suma existem dois grupos básicos: Os que têm x Os que não têm. Isso tudo é muito relativo, mas acredito que o primeiro grupo, este que a sociedade respeita e valoriza, está repleto de pessoas pobres, não de dinheiro, mas de alma, estes lutam por seu lugar ao sol, o sol da prepotência, da frieza espiritual, da hipocrisia, instruem subliminarmente nossa juventude a ser hipócrita,de forma que vemos a consequência disso na política, nos mais variados setores de nossa civilização, se é que podemos chamar civilizado um povo que não luta para cuidar de suas crianças, de seus idosos, de seus pobres, um povo que não enfrenta essa gama de mentiras sórdidas para salvar a educação nesse país falído, não de dinheiro, mas de verdade, de humanidade, de moral. Um país neoliberalista, elitista, que favorece a direita de forma sorrateira e imunda, em detrimento dos direitos das massas incultas, eu faço a minha parte, mas uma andorinha só não faz verão... vamos lutar juntos pela nossa nação, e nossa nação não é só o nome Brasil, nossa nação é o nosso povo brasileiro!
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